Três níveis de controle convivem numa grua-torre: as verificações do gruista (diárias, semanais, quinzenais e mensais), as revisões da empresa conservadora (a cada quatro meses) e as inspeções do organismo de controle (entrada em serviço e a cada dois anos).
Verificações diárias no início da jornada (anexo IV, ponto 5.1.1)
- Controle visual: estado da base de apoio, dos batentes e rampas de fim de curso (se há translação), do prumo, que não haja perda de lastro de base nem de contrapeso aéreo, o cabo de alimentação elétrica, o cabo de aterramento e as ligações à terra de trilhos, estrutura e quadro.
- Acionar: desligar a posição de catavento, o interruptor de partida, o botão de parada de emergência, os comandos em vazio de cada mecanismo e os freios.
- Verificar os limitadores com as cargas calibradas (os valores do módulo 4).
- As deficiências são anotadas no registro de verificações diárias apenas no dia em que aparecem, para que o responsável pela obra avise a conservadora; se não há anotação, entende-se que a grua está correta.
Controles periódicos do gruista (anexo IV, ponto 5.2)
| Frequência | O que se controla |
|---|---|
| Semanal | Nivelamento da via, batentes e fins de curso; aterramento, ligação e diferencial; fins de curso de elevação e do trole; limitadores de momento, de carga máxima e de alta velocidade |
| Quinzenal | Freios; lastro de base e contrapesos; nível de óleo dos redutores; cabos, polias e gancho; reaperto dos parafusos da estrutura |
| Mensal | Coroa de orientação |
A NTP 701 acrescenta que o gruista verifica diariamente os cabos de aço, os acessórios de elevação e a trava de segurança do gancho, e que o diferencial (sensibilidade mínima de 300 mA) é testado pelo menos uma vez por mês. Todos os registros de controle são incluídos no manual de instruções enquanto a grua estiver na obra.
Revisões da empresa conservadora (artigo 8)
- As gruas instaladas e seus acessórios são revisados periodicamente pelo menos a cada quatro meses.
- O usuário deve ter contrato de manutenção com uma empresa conservadora habilitada enquanto a grua estiver instalada.
- Uma grua que ficou fora de serviço mais de três meses é revisada antes de voltar a entrar em serviço.
Inspeções do organismo de controle (artigos 5.5 e 11)
Além das duas inspeções da entrada em serviço (antes e depois da montagem), a grua que se mantém no mesmo local durante um tempo prolongado passa por uma inspeção extraordinária a cada dois anos desde a entrada em serviço, feita por um organismo de controle autorizado e sem necessidade de desmontá-la.
Modificações essenciais (artigo 12)
Mudar o alcance, a altura de montagem, o diagrama de cargas, a composição do mastro, lança ou contralança, os cabos (tipo ou diâmetro), as massas de lastro e contrapeso, as velocidades ou os elementos de segurança é uma modificação essencial: exige a documentação da instalação e entrada em serviço, e não se permite nenhuma modificação não prevista pelo fabricante.
Fonte: Real Decreto 836/2003, ITC MIE-AEM-2 del Reglamento de aparatos de elevación y manutención, grúas torre (grua-torre, texto consolidado, em espanhol), artigos 8, 11 e 12 e anexo IV, pontos 5.1.1 e 5.2 · INSST, NTP 701: Grúas torre. Recomendaciones de seguridad en su manipulación (2005; em espanhol), verificações do gruista